Depois de eu estar convencida que até tinha uma vida pacata,
eis que me vejo numa perseguição a alta velocidade!

Ontem às sete e meia da manhã, quando vou levar os meu filhos á paragem do autocarro, viro á direita para uma rua secundária atrás de um outro carro e para surpresa minha o dito cujo pára mesmo à entrada eu fico atravessada na estrada principal (recordando que conduzimos do lado esquerdo da estrada) o que se passa, não há ninguém á frente dele? Ainda mais surpreendida , vejo que ele acende as luzes de marcha atrás e começa logo a andar para trás, eu não tinha tempo de mais nada então apitei e pronto ele bateu-me, ainda foi uma pancada grande, até se ouviu aquele barulho da fibra a estalar, ele começou a andar então para a frente, pensei eu que era para parar lá mais á frente já que havia uma grande fila de carros no sentido contrário para entrarem na rua principal, acho que essa também era a sua intenção inicial, porque vejo que faz um pequeno desviu para encostar, mas logo aseguir acelera e vai-se embora. A minha reacção é : Ele não vai parar! Dani pega num papel e caneta para escreveres a matricula!... e lá vou eu numa perceguição que parecia policial, só faltava a cirene.
Eu estava num estado de nervos que o meu coração parecia que ia saltar do peito e pensava: isto parece irreal, isto não me está a acontecer, mas não desistia, conseguia ver o carro vermelho sempre ao longe via sempre onde ele virava, nunca o perdi de vista até que ele entra novamente na estrada principal e nos primeiros semafros vejo ele a passar e o sinal a fechar.
Pronto! e agora fico aqui com o carro todo partido para eu arranjar... filho da p...!!!
Claro, que os meus filhos perderam o autocarro e eu fui levá-los à escola.
Entrei numa rua secundária para fugir ao transito e na primeira oportunidade parei par ver finalmente o estrago.
Eu nem acreditava no que via... o carro não tinha absolutamente nada, nem um arranhão nem sei qual foi o sitio da batida... soltei umas gargalhadas, mas não era felicidade, era uma mistura de sentimentos claro de alivio, mas tambem muita raiva daquele palhaço e os nervos ainda estavam à flor da pele.
Não estou arrependida do que fiz e se tivesse conseguido a matricula ia na mesma à policia para que ficasse resgistado o que ele fez e tenho a certeza que ele iria receber a visita da policia.